Europa reduz compras de suco de laranja e indústria brasileira adota postura mais cautelosa

A demanda da Europa por suco de laranja brasileiro apresentou retração nos últimos meses, levando a indústria nacional a adotar uma postura mais cautelosa nas compras de matéria-prima e nas negociações com produtores. O movimento ocorre em meio à recomposição de estoques no mercado europeu, ao consumo mais moderado e a um cenário internacional ainda marcado por incertezas econômicas.

Segundo análises de mercado, as processadoras seguem atentas ao ritmo das vendas externas antes de intensificar aquisições de laranja na safra 2025/26. Com estoques mais confortáveis em relação a períodos anteriores, a indústria passou a operar com maior seletividade, influenciando diretamente os preços pagos pela fruta e o volume de compras no campo.

Além do enfraquecimento da demanda europeia, fatores como custos de produção elevados, atenção redobrada a questões fitossanitárias e impactos climáticos sobre os pomares também contribuem para o cenário de cautela. O setor acompanha de perto as exigências sanitárias internacionais e possíveis mudanças regulatórias, especialmente no mercado europeu, que podem afetar o fluxo das exportações.

Especialistas do setor apontam que, apesar do momento mais conservador, o suco de laranja brasileiro segue com posição estratégica no mercado global. A expectativa é que, com a normalização do consumo e ajustes nos estoques internacionais, a demanda possa se estabilizar ao longo da safra. Até lá, produtores e indústria mantêm negociações mais equilibradas, buscando reduzir riscos e preservar margens em um ambiente de maior volatilidade.